segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O rei cruel cria trânsito - Leão Serva

No Natal, o rei cruel cria trânsito - Leão Serva
Folha de São Paulo

Era uma vez um rei muito mau, tão perverso que, na véspera de Natal, irritado com a alegria dos súditos, decidiu impor ao reino grandes congestionamentos. Como depois de muito pensar, nada lhe ocorria que pudesse atender sua expectativa de maldade, mandou chamar o ministro mais sádico.

O condestável propôs o plano malévolo: para paralisar a cidade, causar os maiores engarrafamentos de todos os tempos, temos que financiar a produção e a venda de automóveis, vender combustível barato e, principalmente, tirar das garagens os carros que ficam parados a semana toda.

E para isso, a maior de todas as maldades, vamos realizar um grande plano viário. Criar novas avenidas, alargar as existentes, construir pontes sobre os rios e túneis sob as montanhas, um grande rodoanel em volta da capital e um pequeno anel viário em volta de seu centro.

Ao anunciar as medidas, o rei pensava ouvir gritos desesperados e choro. Mas logo notou que suas propostas rendiam elogios. Os jornais do reino saudaram o déspota como visionário. Um grande jornal opinou: "Grande parte da responsabilidade dos congestionamentos no reino são decorrência da falta de obras de ampliação da infraestrutura viária na cidade", celebrando que agora a realidade seria alterada.

O rei reclamou ao auxiliar: "Eu lhe pedi uma maldade e você faz o que o povo quer? Tudo que ouço são elogios!"

O ministro respondeu rapidamente: "Nada mais equivocado. Eles não perdem por esperar. Em pouco tempo, o trânsito será insuportável".

Vieram as eleições e as obras viárias foram apresentadas como criações redentoras, o governo do rei foi aprovado. Antes do que previra o grande bruxo, porém, imensas paralisações começaram a acontecer nas cidades. Em um fim de semana, os caminhos todos que atravessavam o reino ficaram ocupados por carros parados, milhares de quilômetros a perder de vista: todos os veículos se colocaram em fila, uns atrás dos outros, estacionados por 24 horas, 48 horas, continuamente.

Feliz com a plena realização de seus desejos perversos, o rei mandou chamar o ministro e ao vê-lo, foi logo perguntando: "Como pudestes ter ideias tão perfeitas?"

Foi quando o consultor explicou: "Estudei engenharia de tráfego, li os melhores tratados publicados em outras nações e totalmente desconhecidos nesta vossa terra de reinóis ignorantes. Bastou-me fazer o contrário do que ensinavam.

Naquelas obras sagazes, grandes estudiosos ensinam que quanto maior a oferta de vias, mais carros são atraídos. Aquelas nações distantes, como Estados Unidos, Inglaterra e França, diante de tais constatações, interromperam a construção de grandes obras viárias nas cidades. Ao contrário, a cada ano, fecham aos carros centenas de quilômetros de vias em cada grande cidade. O que lhe propus foi fazer o que eles evitam".

Antes de ir, o ministro vaticinou: "Quando se constrói uma via, 90% de seu espaço é ocupado no primeiro ano; em dois anos, o congestionamento supera em 20% tudo
que foi adicionado".

O rei anotou a profecia matemática de seu sábio ministro. Aproveitou que os súditos ignoravam a ciência do trânsito para nos anos seguintes manter sua plataforma perversa: "Governar é construir estradas e criar grandes engarrafamentos".


Leão Serva, ex-secretário de Redação da Folha, é jornalista, escritor e coautor de "Como Viver em SP sem Carro"

sábado, 21 de dezembro de 2013

Para colocar paralamas.


Uma boa solução para quem quer colocar paralamas e não tem os furos próprios no garfo.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pedal Clube, terça, 46 km.


Guiados por Odilon Dias e Ricardo Cabral, fizemos 46 km pelas ruas da cidade. Depois do pedal, final feliz como sempre. Só consegui essa foto, pois não houve paradas.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Pedal de domingo.


Fotos do passeio de domingo do Pedal Clube de Pernambuco.

 Cruzando a ponte do Parque de Santana.

 Cruzando a ponte do Parque de Santana.

 Cruzando a ponte do Parque de Santana.

 Bairro de Santana.

 Passando pelo Poço da Panela.

Passando pelo Poço da Panela.

 Subindo o Morro da Conceição.

 Odilon Dias no Morro da Conceição.

 Morro da Conceição.

Pernoquinhas.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Não estrague a festa, estúpido! - Demétrio Magnoli.

DEMÉTRIO MAGNOLI

Não estrague a festa, estúpido!

O país da Copa é grande e bobo. "Esta será a Copa das Copas", disse a presidente, de boca cheia, na cerimônia de sorteio dos grupos. No país dela, que é o nosso, ninguém circula nas cidades travadas, nas estradas paralisadas, nos aeroportos congestionados --mas 12 arenas superfaturadas, em recordistas 12 sedes, receberão a mais cara das Copas. Do enclave do Sauípe, uma bolha segura, esparramou-se pelo mundo a linguagem do verde-amarelismo balofo. No país da Copa, um governo "popular" e "de esquerda" reverbera, tanto tempo depois, as frases e os tiques do general-presidente que gostava de futebol. Há um cheiro de queimado no ar.

"O Brasil está muito feliz em receber todos nesta Copa porque somos um povo alegre e acolhedor." Violência é a palavra da hora --e ela surge em curiosas associações com a "Copa das Copas". A barbárie das torcidas do Atlético Paranaense e do Vasco não foi deplorada por seus significados intrínsecos, mas pelas mensagens que supostamente envia ao mundo. Gaiatos da política, do marketing e do colunismo ensaiaram uma sentença que menciona a violência "dentro e fora dos estádios". É senha, com endereço certo: no saco fundo, cabem tanto os torcedores selvagens e os sumidos black blocs quanto manifestantes pacíficos mas indignados com a "Copa das Copas". O pau vai comer.

"Não repara a bagunça" --o dístico popular nacional, candidato eterno, e perfeito, a substituir o "Ordem e Progresso" no núcleo de nossa bandeira, trai o medo da vergonha. Joseph Blatter entendeu e traduziu, chamando-nos a congelar a indignação, sublimar as insatisfações, colocar entre parêntesis as divisões. A unidade em torno de um bem maior, que é a imagem do país diante do planeta que nos vê: eis a gramática do discurso político sugerida pelo chefão da potência ocupante. No país da Copa, a convocação à unidade já foi integrada ao discurso da publicidade. Será repetida à exaustão, como uma ladainha, até o apito final. Não estrague a festa, estúpido!

"Será uma Copa para ninguém esquecer", jactou-se a presidente, formulando uma ameaça involuntária. A partir do Gabinete de Segurança Institucional, estrutura-se uma operação de guerra que abrange as três forças em armas e um desdobrado aparato cibernético. Nas telas dos computadores do sistema de vigilância, cada arena figura como ponto focal de um envelope tridimensional de segurança. Nas ruas, o controle físico do perímetro das arenas, a cargo das PMs, terá a missão de proteger as marcas dos patrocinadores oficiais da ameaça simbólica representada pela presença de manifestantes. Jamais, em tempo algum, o Estado serviu tão direta e exclusivamente a interesses privados. Não: ninguém esquecerá.

O país da Copa não se respeita. Ontem, o partido do governo celebrou políticos condenados por corrupção --e, sob o silêncio cúmplice do presidente de facto e da presidente de direito, achincalhou um STF composto por juízes que eles mesmos indicaram. O país da Copa perdeu o autorrespeito. Os líderes governistas manobram para o Congresso não ouvir um ex-secretário nacional de Justiça que acusa o governo ao qual serviu de operar uma fábrica de dossiês contra adversários políticos. O país da Copa perdeu o respeito. As lideranças do PSDB preferem empregar táticas diversionistas vexatórias a colher assinaturas para uma CPI destinada a investigar todos os contratos estaduais e federais firmados com a Siemens. Yes, nós gostamos de futebol.


No vale-tudo da nova ordem do racialismo, perdemos, ademais, um senso básico de decoro: eu li --aqui mesmo, não nas catacumbas da internet!-- que Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert formaram "um casal mais parecido com representantes de afrikâners". Cores, rancores. No país da Copa, nativos felizes, contentes, de bunda de fora, tocavam caxirola. Foi bonita a festa, pá --pena que nem começou.

Pedal de quinta.


Passeio de quinta-feira do Pedal Clube de Pernambuco. Não levei gps, mas a quilometragem ficou em torno dos 50 km, com velocidade média de 23 km/h. Terminamos tarde por conta de três pneus furados. Muitos carros nas ruas, alguns engarrafamentos. É o espírito do natal que grita: compre, compre, compre, compre, coma, coma, coma, beba, beba, beba, cause acidentes, cause acidentes. Grande bosta. Depois do pedal, final feliz na loja de conveniência On Time.


Ciclovias com falhas se espalham pelo país

Ciclovias com falhas se espalham pelo país
ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

Com apelo sustentável e baixo custo, as ciclovias viraram coqueluche pelo país. Porém, muitas delas apresentam falhas na execução que podem colocar em risco a segurança dos ciclistas e também de motoristas.

Segundo especialistas, falta "know-how" aos gestores na elaboração dos projetos.

O resultado são vias com sinalização precária, árvores ou placas no meio da pista e cruzamentos perigosos.

Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, três quilômetros de ciclovia terão de ser desmanchados porque a via foi construída entre a pista para veículos e as vagas de estacionamento.

Os carros, portanto, precisam passar pela faixa exclusiva para bicicletas se quiserem estacionar, o que aumenta as chances de acidentes.

Mesmo em Curitiba (PR), capital que desde a década de 1970 investe na implantação de vias exclusivas para bicicletas, há problemas de execução. Os usuários reclamam, por exemplo, de uma ciclofaixa, inaugurada em 2011, que tem apenas 75 centímetros de largura.

"Tudo é feito de afogadilho. Pintam uma faixa de vermelho na avenida, chamam de ciclovia e ninguém usa, porque é malfeito", diz o consultor em ciclomobilidade Alexandre Nascimento.

Prioridade

Especialistas atribuem o "boom" de projetos à Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, que instituiu como diretriz no país a prioridade do transporte não motorizado sobre o motorizado.

Levada às últimas consequências, a lei abre a possibilidade de que uma obra que não tenha espaço para pedestres ou ciclistas seja embargada pela Justiça.

"Já não era sem tempo", declara o arquiteto e urbanista Antônio Carlos Miranda, que projetou ciclovias para dezenas de cidades brasileiras e agora coordena o programa cicloviário de Curitiba.

Para ele, investir no transporte em bicicletas é uma necessidade, pois "com o automóvel, não há solução possível". Miranda afirma ainda que falta formação na área.

"O pessoal acha que ciclovia é um desenho, riscar algo na prancheta. Não é. Tem que levar em consideração drenagem, pavimento, geometria viária", afirma.

NORMAS

Mesmo com as exigências legais, porém, técnicos se queixam da falta de normas nacionais sobre a circulação de bicicletas. Não existe, por exemplo, resoluções que imponham padrões mínimos às ciclovias.

Isso leva a projetos pouco consistentes e com dificuldade para obter financiamento federal, afirmam.

"A maioria dos projetos é uma coisa voluntariosa, que as administrações estão fazendo rápido para se associarem à sustentabilidade", diz Rafael Medeiros, mestre em gestão urbana pela PUC-PR.

A prefeitura de Belo Horizonte diz que buscou parceria com associações de ciclistas para que critiquem e referendem projetos futuros.


Em Curitiba, a administração diz que diminuirá o limite de velocidade dos carros que trafegam ao lado da ciclofaixa estreita para aumentar a segurança dos ciclistas.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Faixa exclusiva de ônibus em Recife

Primeiro corredor de BRS do Recife começa segunda-feira, em Afogados, Zona Oeste da capital

Roberta Soares

Enfim, o Recife começa a abrir espaço de verdade em suas ruas para o transporte coletivo. A Rua Cosme Viana, uma das principais vias do movimentado bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife, receberá a primeira faixa exclusiva de ônibus da capital dentro do modelo BRS (Bus Rapid Service), prioridade viária ao transporte coletivo que foi implantada com resultados extremamente positivos de redução de tempo de viagem e aumento da velocidade dos coletivos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de Goiânia, com menos divulgação. É o Faixa Azul, como o projeto recifense está sendo chamado.

A operação começa na próxima segunda-feira (16/12) em dois quilômetros da Cosme Viana. Começará no cruzamento com a Avenida Abdias de Carvalho (pista oeste da Cosme Viana) e seguirá até a Rua Doutor Adelino, uma via antes da Avenida 21 de abril. O percurso é pequeno e contará, inicialmente, apenas com a fiscalização dos agentes de trânsito e o bom senso dos motoristas de automóveis. A fiscalização eletrônica virá apenas numa segunda etapa. Mesmo pequeno, o futuro corredor tem um simbolismo indiscutível: a abertura do espaço viário para aqueles que transportam mais, ou seja, o transporte coletivo.

A Secretaria de Mobilidade do Recife pretendia começar o Faixa Azul pela Avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, inclusive com uma extensão oito vezes maior do que a da Cosme Viana – 16 km. Mas a necessidade de substituir as placas de concreto da via, com previsão – agora – apenas para ser finalizada no início de janeiro de 2014, fez com que Prefeitura do Recife decidisse agir, partindo para outra área. Com o Faixa Azul, os veículos particulares (carros, motos e caminhões) poderão circular na área dos ônibus apenas para acessar lojas, por exemplo, e fazer conversões à direita. Quem parar, estacionar ou permanecer por mais de uma quadra na faixa azul será multado.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pedal de terça-feira.


Não anotei a quantidade de km do passeio de terça, mas penso que ficou nos tradicionais 45 km, pouco mais ou menos. A cidade estava com alguns engarrafamentos e havia muitos grupos de pedal, daquele tipo mais lento. Nossa parada de reabastecimento foi no Bar da Fava, perto do famigerado shopping Riomar. Depois do passeio, Final Feliz com pouquíssimos integrantes, eu entre eles, claro.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Leão Serva - Mais garagens, mais trânsito

Leão Serva - Mais garagens, mais trânsito

Tramita na CÂMARA Municipal de São Paulo, desde maio, um projeto de lei da Prefeitura que prevê a construção de dezenas de prédios de garagens na cidade, em parceria com a iniciativa privada.

A justificativa da proposta é a de que faltam locais de estacionamento na cidade e seria preciso construir garagens verticais para suprir essa carência. A revista "Veja SP" (em 4/12) publicou pesquisa para medir o que chamou de "déficit" de vagas e chegou ao impressionante número de 125 mil lugares.

Investir em estacionamentos é um erro trágico: quanto mais vagas, mais congestionamento.

Fora a gasolina barata (como faz hoje o governo federal), o maior incentivo ao uso do carro particular é a oferta de garagens gratuitas ou baratas, como ensinou o vigoroso estudo de Donald Shoup chamado "The High Cost of Free Parking" (O Alto Custo do Estacionamento Grátis, de 1997).

O senso comum pensa que carro parado está fora do trânsito. Mas o urbanista deve lembrar que para chegar ao estacionamento, o carro saiu de casa, aumentando a circulação de veículos.

Por isso, o projeto enviado pela Prefeitura à Câmara contradiz frontalmente a própria diretriz da administração municipal, o incentivo ao transporte público em lugar do carro particular.

Parcerias público-privadas, como o nome diz, exigem sempre algum investimento estatal. E qualquer centavo gasto em garagens terá melhor destino em habitação. É perverso imaginar dinheiro e espaço públicos investidos em abrigos para carros de afortunados quando a cidade tem imensa carência de prédios residenciais para pobres.

Em 28 de abril, poucos dias antes da Prefeitura mandar o projeto de lei ao Legislativo, dois urbanistas da iniciativa privada (Marcos de Barros Lisboa e Philip Yang, empresário de petróleo e do instituto Urbem) se anteciparam ao conteúdo da proposta em artigo na Folha. Para eles, as vagas de rua deveriam ser eliminadas, as calçadas alargadas e 40 mil espaços serem criados em prédios-garagens.

Eliminar estacionamento junto às calçadas, as "zonas azuis", é consenso entre os que combatem a prioridade ao automóvel nas cidades. Mas essa medida não pode ser compensada com vagas em outro formato: para desincentivar o carro, é necessário eliminá-las, e ponto!

Os espaços nas ruas devem ser usados para aumentar calçadas e ciclovias, como fez a cidade de Buenos Aires ao criar cerca de 400 km de faixas para bicicletas.

Alguém dirá: mas as garagens terão um preço bem elevado, para evitar que muita gente as utilize. Não se deixe enganar: se forem construídas, serão usadas. Hoje os estacionamentos na região central da cidade são caros porque são poucos. Multiplicados, seu preço cairia (conforme a lei da oferta e procura) até lotar as vagas.

As manifestações de junho alteraram o plano de governo do prefeito Haddad, o projeto de 200 km de faixas de ônibus em quatro anos foi antecipado para o primeiro ano. Naquele momento, o projeto dos edifícios para carros já estava na Câmara. É possível que tenha sido uma sugestão da iniciativa privada que a administração adotou sem analisar direito. Agora, diante da nova prioridade ao transporte público, convém retirar a proposta, antes que venha a ser aprovada.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Pedal de domingo: 56 km.


Passeio de domingo do Pedal Clube de Pernambuco. Guiados por Odilon Dias, percorremos 56 km. Parada de reabastecimento no Caldinho de Candeias.

Passando pelo aeroporto.


 Reabastecimento no caldinho.

 Igrejinha de Boa Viagem.


 Esperando o sinal verde.

Final Feliz na Jaqueira.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Banca Circular - Olinda

revistas

Em uma noite de pedalada.

Pedal de quinta: 46 km.


Passeio de quinta-feira do Pedal Clube. Fizemos 46 km com velocidade média de 24 km/h, guiados por Irany, com direito a FF final feliz na loja de conveniência.

nas ruas do réucife.

o fim e o começo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pedal de terça: 45 km.


Pedal de terça-feira do Pedal Clube de Pernambuco - com direito ao inevitável final feliz.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Rota Márcia Prado

Passeio de bike de SP a Santos é cancelado por excesso de público e falta de segurança

FOLHA DE SÃO PAULO

O passeio de bicicleta que levou quase 7.000 ciclistas de São Paulo a Santos em 2012 não ocorrerá neste ano. O aumento de público e a falta de segurança do evento Rota Márcia Prado são alguns dos motivos do cancelamento.

Na internet, ciclistas reivindicam em uma petição mais rondas policiais para evitar roubos de bicicletas. "No fim de semana do dia 13 de novembro [de 2013] foram levadas cinco bicicletas escolhidas a dedo pelos assaltantes, que comandavam o bonde com suas armas como um maestro regendo a orquestra com sua baqueta", diz o texto.

Para a vice-presidente do Instituto CicloBr --que organiza a descida desde 2009--, Nataly Maria Gonçalves, a questão dos roubos não gerou o cancelamento do evento. "Independentemente da rota, o Brasil sofre com questões de segurança. Nosso ativismo tem a ver com tornar a rota oficial em todos seus trechos, desde São Paulo até a ponta da praia. Deixamos isso claro desde a última descida." Nataly afirma que houve roubos no ano passado, mas que o instituto não tem os números de ocorrências.

Como a estimativa era de que 10 mil ciclistas participassem da Rota deste ano, o instituto procurou, em setembro, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para que a Ecovias, concessionária da rodovia dos Imigrantes, passe a colaborar com a segurança do evento. Enquanto isso, o passeio está suspenso.

No ano passado, pela primeira vez a Ecovias se dispôs a sinalizar 5 km de acostamento (trecho da via que faz parte da rota ciclística) e colocar avisos nos painéis eletrônicos da pista para alertar os motoristas, diz o instituto.

Ao mesmo tempo, a empresa quis cobrar do instituto mais de R$ 90 mil, afirma Felipe Aragonez, 28, diretor de comunicação do CicloBR. Em anos anteriores, além de não ajudar, a concessionária chegou a tentar impedir o passeio, segundo Felipe.

OUTRO LADO

A Ecovias informou que nunca "se colocou contrária à realização do evento Rota Márcia Prado" e que busca apenas que ele não comprometa a segurança dos usuários da via, "estejam eles em veículos motorizados ou não".

Informa ainda que já foram realizadas diversas reuniões com os organizadores para esclarecer as providências necessárias para o aceite da Ecovias e autorização pela Artesp, DER e Polícia Militar Rodoviária. As medidas, segundo a concessionária, incluem sinalização específica e uso de viaturas para acompanhamento do evento, conforme exigência do DER.

A concessionária não comentou a tentativa de cobrança pela segurança do evento do ano passado nem as acusações do Instituto CicloBR de que ciclistas têm sido impedidos ao longo do ano de usar o trecho da rota sobre concessão da empresa.

O percurso de 100 km de extensão começa na ciclovia da marginal Pinheiros, passa por São Bernardo do Campo e pela rodovia dos Imigrantes para chegar ao ponto alto da viagem: o parque estadual da serra do Mar. Dali os ciclistas pegam um trajeto em Cubatão e, então, a interligação da via Anchieta com a Imigrantes até Santos. O trecho da Rota que passa por São Paulo já foi oficializado por lei na cidade.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Na saída para João Pessoa

Dia amanhece no bairro da Jaqueira, na saída para a pedalada até João Pessoa (PB).

domingo, 1 de dezembro de 2013

Pedalada Recife - João Pessoa: 128 km.


Pedalada de 128 km, de Recife (PE) até João Pessoa (PB). Com o grupo Bigode Pedal, saímos dao bairro da Jaqueira, em Recife, às 5:35h da manhã e chegamos em João Pessoa às 13:10h (na praia de Cabo Branco). Depois de banhos e almoço, voltamos de van para o Recife.

Bagaceira e Vivaldo já pertinho de João Pessoa.

Na rodovia BR-101 em direção a João Pessoa - muitas subidas.

 Na rodovia BR-101 em direção a João Pessoa - muitas subidas.

 Na rodovia BR-101 em direção a João Pessoa - muitas subidas.

Bagaceira e Bigode nas subidas da rodovia.