Joan Mitchell (1925 - 1992)

 Joan Mitchell - Piano Mécanique - 1958 - 198 x 325 cm - óleo sobre tela.

Joan Mitchell - Land - 1989 - 280 x 400 cm (dois painéis) - óleo sobre tela.
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Durante algum tempo, eu gostava de Van Gogh, hoje não gosto mais, tou até vendendo todos os que tenho lá em casa. Não aguento mais olhar aqueles girassóis. Durante algum tempo, eu não gostava de arte abstrata. Ou não sabia olhar, apreciar a arte abstrata. Hoje, eu gosto de muita gente que fez arte abstrata, em especial o expressionismo abstrato norte-americano. Mas continuo detestando Kandinsky.
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A primeira vez que ouvi falar de Joan Mitchell foi no livro de Alberto Maguel, "Lendo Imagens". Apesar da pequenez e da baixa qualidade da impressão das fotos no livro, gostei do trabalho dela. A primeira vez que vi um quadro ao vivo de Joan Mitchell foi na Tate Modern. Continuei gostando.
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Para quem vê quadros em livros - como o primeiro de Mitchell que vi - e para quem vê quadros aqui ou na internet, em sites de museus e galerias, a primeiríssima coisa a fazer é observar qual o verdadeiro tamanho da obra. Ao saber o tamanho, tente imaginar a obra perto de uma pessoa para que se possa ter uma noção do tamanho real.
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Mitchell, por exemplo, faz quadros enormes. Esses dois que coloco aqui, veja só: um mede 198 x 325 cm e o outro mede 280 x 400 cm. Ou seja, note bem, ambos são maiores que a altura de uma pessoa comum. São obras imensas que necessitamser vistas ao vivo, com a gente se aproximando e se afastando para poder tentar absorver sua grandiloquência.
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Por fim, observe que no abstracionismo de Mitchel, nas marcas nervosas de pincel que ela arrasta na tela, a gente pode ler muitas histórias. Eu vejo nos quadros de Joan Mitchell que as cores e as manchas e as marcas de pincel e os escorrimentos de tinta, tudo isso tem coerência e harmonia.
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Essas duas pinturas de Joan Mitchell fazem parte do acervo da National Gallery of Art de Washington.